
Ele estava deitado a seu lado com a cabeça docemente apoiada sobre o seu peito, adormecido num sono tranquilo. As mãos dela demoravam-se nos cabelos do amante, outrora de uma cor que poderia facilmente rivalizar com o sol mas agora brancos como a neve.
Pensava em todos os momentos especiais que tinham partilhado, e em como eles tinham sido importantes na construção do sonho que nunca deixaram de viver. Fora sem dúvida uma mulher de sorte...
Ele caíra do céu para ela, na noite mais fria do ano, e juntos aqueceram os seus corações para sempre. Na primavera, juntos retiraram os espinhos às suas rosas, e adubaram o jardim da sua vida para que este florisse para sempre. Quando o calor apertára, juntos mergulharam na água fresca e benzeram-na com o seu amor, fazendo nascer uma nova vida em cada local por onde passaram. Quando veio o vento, juntos lhe resistiram, tomando-o apenas como uma brisa passageira, rindo e amando-se profundamente. E quando chegaram novamente as trevas, juntos iluminaram o caminho, guiando-se mutuamente, de modo a que nunca tropeçassem.
Agora estavam velhos, não havia como nega-lo, mas a chama do amor deles nunca tinha se quer ameaçado apagar-se...
Ela sentiu movimento, e viu que ele tinha finalmente acordado. Os seus olhares entrecruzaram-se uma última vez. No ar já pairava uma mesga de saudade, mas o amor profundo que nutriam um pelo outro, abafava-a. Ambos sabiam que o fim estava proximo, mas não o temiam.
Com um último suspiro e um último beijo apaixonado ele deixou os braços dela para atravessar a porta que o conduzia à eternidade.
E ela seguiu-o porque o seguiria para qualquer lado e porque sabia que nada os podia separar. Eles ficariam juntos para sempre... Até na morte.
Pensava em todos os momentos especiais que tinham partilhado, e em como eles tinham sido importantes na construção do sonho que nunca deixaram de viver. Fora sem dúvida uma mulher de sorte...
Ele caíra do céu para ela, na noite mais fria do ano, e juntos aqueceram os seus corações para sempre. Na primavera, juntos retiraram os espinhos às suas rosas, e adubaram o jardim da sua vida para que este florisse para sempre. Quando o calor apertára, juntos mergulharam na água fresca e benzeram-na com o seu amor, fazendo nascer uma nova vida em cada local por onde passaram. Quando veio o vento, juntos lhe resistiram, tomando-o apenas como uma brisa passageira, rindo e amando-se profundamente. E quando chegaram novamente as trevas, juntos iluminaram o caminho, guiando-se mutuamente, de modo a que nunca tropeçassem.
Agora estavam velhos, não havia como nega-lo, mas a chama do amor deles nunca tinha se quer ameaçado apagar-se...
Ela sentiu movimento, e viu que ele tinha finalmente acordado. Os seus olhares entrecruzaram-se uma última vez. No ar já pairava uma mesga de saudade, mas o amor profundo que nutriam um pelo outro, abafava-a. Ambos sabiam que o fim estava proximo, mas não o temiam.
Com um último suspiro e um último beijo apaixonado ele deixou os braços dela para atravessar a porta que o conduzia à eternidade.
E ela seguiu-o porque o seguiria para qualquer lado e porque sabia que nada os podia separar. Eles ficariam juntos para sempre... Até na morte.
Fevereiro de 2005
3 comments:
Eu lembro-me deste!!! =D
Falas aqui de um amor que todos sonhamos em encontrar. Aquele que dura até ao fim da vida, e quiçá depois da morte..Sinceramente acho que não há muito mais a dizer, é bonito e nostálgico ao mesmo tempo. Muito fixe ;)
Beijinhos***
Muito bonito, mas é tão triste no fim... Acho que todos gostaríamos de encontrar um amor assim... que durasse para sempre. Nem todos têm essa "sorte"... Beijinho ***
Acredito nesta história, acredito que é possível e todos a viveremos um dia, nesta vida ou na outra, que importa?.. Acredito e sou feliz só assim.
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