
Medo. Sentiu as suas mãos tremerem e o coração bater mais depressa.
Espera amarga do inevitável. Até quando?
Sabia que ele andava por aí. Olhos de lobo, ouvidos de morcego, garras de leão. Espreitava a próxima presa. A próxima alma perdida, esquecida. A próxima alma que seria dele.
Encolheu-se. Era uma questão de tempo.
Maldita escuridão. Se pudesse seria sempre dia. À noite, só os escolhidos descansam. Mas ela não. E quanto mais noite, menos vida.
Um grito de horror ecoou pela praça sombria, insignificante, vulgar. Gelou. Mais um sonho abafado. Mas ela não. Até quando?
Avançou. Nada. Apenas o frio da solidão.
Talvez estivesse a andar em circulos. Mas como saber se era tudo um pouco mais do mesmo?
Parou. Porquê continuar? Sabia a sua hora próxima.
Devagarinho endireitou-se para passar por baixo das incertezas e aceitar o seu futuro.
E finalmente sentiu-o. Aproximava-se rapidamente como uma flecha, direito ao novo alvo. Nem se mecheu, a doce infeliz, vítima do inevitável fado.
Já sentia o bafo dele, sedento de vida, quando de repente tudo se desvaneceu. Estremeceu. Alvorada. Bendita seja.
Não fora desta.
Mas até quando?
Vemo-nos na próxima noite.
Espera amarga do inevitável. Até quando?
Sabia que ele andava por aí. Olhos de lobo, ouvidos de morcego, garras de leão. Espreitava a próxima presa. A próxima alma perdida, esquecida. A próxima alma que seria dele.
Encolheu-se. Era uma questão de tempo.
Maldita escuridão. Se pudesse seria sempre dia. À noite, só os escolhidos descansam. Mas ela não. E quanto mais noite, menos vida.
Um grito de horror ecoou pela praça sombria, insignificante, vulgar. Gelou. Mais um sonho abafado. Mas ela não. Até quando?
Avançou. Nada. Apenas o frio da solidão.
Talvez estivesse a andar em circulos. Mas como saber se era tudo um pouco mais do mesmo?
Parou. Porquê continuar? Sabia a sua hora próxima.
Devagarinho endireitou-se para passar por baixo das incertezas e aceitar o seu futuro.
E finalmente sentiu-o. Aproximava-se rapidamente como uma flecha, direito ao novo alvo. Nem se mecheu, a doce infeliz, vítima do inevitável fado.
Já sentia o bafo dele, sedento de vida, quando de repente tudo se desvaneceu. Estremeceu. Alvorada. Bendita seja.
Não fora desta.
Mas até quando?
Vemo-nos na próxima noite.
1 comment:
E este...é o meu preferido dos que puseste até agora. É. xD
Posso fazer a banda-sonora =P?
***
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