
Às vezes sento-me à beirinha do parapeito da minha janela, e debruço-me para ver chegar um futuro que sei que nunca será meu. Tremo, vacilo e recuo. Falta-me a força e a coragem para dar o passo em frente.
A minha janela não tem grades e dela consigo ver toda a imensidão de um mundo de infindáveis possibilidades. Por vezes, revejo-me até, nessas mesmas possibilidades. Das mais caricatas às mais romanticas e bonitas, das tristes e profundas às cómicas e divertidas, passando um pouco por todas aquelas que nos roubam a respiração, desesperam e fazem o nosso coração acelerar e ameaçar saltar-nos do peito. Todas elas com um valor único e incalculável para o Homem, que ele quase nunca sabe reconhecer.
Da minha janela também dá para ver o mar e a pradaria, a savana e o deserto, e se olharmos com atenção, ainda se conseguem ver os glaciares da Antárctida. Consigo cheirar e sentir tudo isto mas nunca tocá-los!
Todos os dias, me sento no parapeito da minha janela, e recomeço a pintar a aguarela do dia anterior, que deixei incompleta. As paisagens vão mudando, por si só mas também por mim. Há sempre borrões a remendar, tons a reforçar, novas cores a juntar. À tarde, quando já me sinto cansada e deixo a minha aguarela de lado, olho para ela com carinho. Reconheço nela uma aliada e sorrio, porque sei que aquela tela guarda segredos que o mundo nunca verá. Mas no dia seguinte, quando me volto a sentar na minha janela, vejo nela novos borrões, que certamente se formaram durante a noite, e repinto incansavelmente, com os meus pincéis, já gastos, mas insubstituíveis.
A minha janela é como uma porta para o mundo, mas só de saída.
Da minha janela eu vejo o mundo, mas o mundo raramente me vê.
A minha janela não tem grades e dela consigo ver toda a imensidão de um mundo de infindáveis possibilidades. Por vezes, revejo-me até, nessas mesmas possibilidades. Das mais caricatas às mais romanticas e bonitas, das tristes e profundas às cómicas e divertidas, passando um pouco por todas aquelas que nos roubam a respiração, desesperam e fazem o nosso coração acelerar e ameaçar saltar-nos do peito. Todas elas com um valor único e incalculável para o Homem, que ele quase nunca sabe reconhecer.
Da minha janela também dá para ver o mar e a pradaria, a savana e o deserto, e se olharmos com atenção, ainda se conseguem ver os glaciares da Antárctida. Consigo cheirar e sentir tudo isto mas nunca tocá-los!
Todos os dias, me sento no parapeito da minha janela, e recomeço a pintar a aguarela do dia anterior, que deixei incompleta. As paisagens vão mudando, por si só mas também por mim. Há sempre borrões a remendar, tons a reforçar, novas cores a juntar. À tarde, quando já me sinto cansada e deixo a minha aguarela de lado, olho para ela com carinho. Reconheço nela uma aliada e sorrio, porque sei que aquela tela guarda segredos que o mundo nunca verá. Mas no dia seguinte, quando me volto a sentar na minha janela, vejo nela novos borrões, que certamente se formaram durante a noite, e repinto incansavelmente, com os meus pincéis, já gastos, mas insubstituíveis.
A minha janela é como uma porta para o mundo, mas só de saída.
Da minha janela eu vejo o mundo, mas o mundo raramente me vê.
Assim foi, assim é e assim será.
1 comment:
Adorei , mas adorei mesmo :D
Este é o meu preferido!
Grandes metáforas, grande jogo de palavras e grande sentimento...
A faculdade de letras fez-te bem. É.
E o elliott é mm gostoso , deixo aqui bem assinalado. Qd for grande quero ser como ele. xD LOL
Beijinhos*****
Post a Comment