
O nosso Eu é algo absolutamente maravilhoso, complexo, incompreensível e inexplicável.
O que conhecemos de nós, é como uma mera imagem reflectida num espelho. Está para a nossa verdadeira essencia, como a sombra está para o corpo.
Essa sombra, muitas vezes, não é mais que uma irrealidade, num mundo em que a realidade anda, cada vez mais, de mãos dadas com a ficção. É o irónico preço da aniquilação da criatividade e da procura constante da uniformidade e da padronização. Tornamo-nos todos tão “iguais”, tão “vaquinhas de presépio”, que, vendendo o nosso Eu, a nossa individualidade, à sociedade, misturamos realidades com farsas de tal forma que a irrealidade se materializa e torna-se ainda mais real que a própria realidade.
Do outro, é geralmente apenas essa personalidade, moldada por uma sociedade prepotente e castradora, que vemos. Apenas os mais ousados tentam saltar essa barreira, que na verdade nem se quer faz parte do verdadeiro Eu do outro. Descobrir o outro, faz-nos deparar com os nossos melhores e piores aspectos. Aspectos que muitas vezes não estamos preparados para ver, pois somos incapazes de os aceitar como nossos.
A dualidade do ser humano é, para o mesmo, impensável. Principalmente se essa dualidade se exprimir em comportamentos ou pensamentos que a sociedade, ou o mesmo, classifica como errados. Escolhemos então entrar numa cruzada contra esse nosso lado inaceitável. Numa luta constante e inglória connosco, que não é mais que um virar costas, que um renegar esses aspectos. Mas eles continuam lá, e começam a crescer e a tomar posse do seu duo, do seu oposto, que também existe em nós. E isto cria stresses e problemas sociais que mascaramos por detrás de um véu, que inevitavelmente acabará por não os conseguir suportar.
O caminho não será, então, esse. Começa por apercebermo-nos da nossa dualidade e da presença obrigatória e inegável, em qualquer ser, desses dois lados – o “bom” e o “mau”. Se aceitarmos esta realidade, permitimos que os opostos se fundam, anulem-se e fique apenas o ser, despido de tudo, mas cheio daquilo que realmente é. Apercebemo-nos que o bom e o mau são apenas um ponto de vista e atingimos a paz. Renascemos e estamos finalmente prontos para começar viver.
O que conhecemos de nós, é como uma mera imagem reflectida num espelho. Está para a nossa verdadeira essencia, como a sombra está para o corpo.
Essa sombra, muitas vezes, não é mais que uma irrealidade, num mundo em que a realidade anda, cada vez mais, de mãos dadas com a ficção. É o irónico preço da aniquilação da criatividade e da procura constante da uniformidade e da padronização. Tornamo-nos todos tão “iguais”, tão “vaquinhas de presépio”, que, vendendo o nosso Eu, a nossa individualidade, à sociedade, misturamos realidades com farsas de tal forma que a irrealidade se materializa e torna-se ainda mais real que a própria realidade.
Do outro, é geralmente apenas essa personalidade, moldada por uma sociedade prepotente e castradora, que vemos. Apenas os mais ousados tentam saltar essa barreira, que na verdade nem se quer faz parte do verdadeiro Eu do outro. Descobrir o outro, faz-nos deparar com os nossos melhores e piores aspectos. Aspectos que muitas vezes não estamos preparados para ver, pois somos incapazes de os aceitar como nossos.
A dualidade do ser humano é, para o mesmo, impensável. Principalmente se essa dualidade se exprimir em comportamentos ou pensamentos que a sociedade, ou o mesmo, classifica como errados. Escolhemos então entrar numa cruzada contra esse nosso lado inaceitável. Numa luta constante e inglória connosco, que não é mais que um virar costas, que um renegar esses aspectos. Mas eles continuam lá, e começam a crescer e a tomar posse do seu duo, do seu oposto, que também existe em nós. E isto cria stresses e problemas sociais que mascaramos por detrás de um véu, que inevitavelmente acabará por não os conseguir suportar.
O caminho não será, então, esse. Começa por apercebermo-nos da nossa dualidade e da presença obrigatória e inegável, em qualquer ser, desses dois lados – o “bom” e o “mau”. Se aceitarmos esta realidade, permitimos que os opostos se fundam, anulem-se e fique apenas o ser, despido de tudo, mas cheio daquilo que realmente é. Apercebemo-nos que o bom e o mau são apenas um ponto de vista e atingimos a paz. Renascemos e estamos finalmente prontos para começar viver.
3 comments:
A tua utopia é quase real, se apenas o homem como ser individual conseguisse por si só controlar o destino das suas escolhas. Mas é a fraqueza que controla o seu destino, escondendo por detrás de outros homens até constituir uma massa de fantoches que bailam ao sabor de palavras e actos proferido por falsos profetas e realizados por ignorantes líderes que apenas procuram a sua satisfação carnal, o jubilo dos fracos e dos cobardes.
É da natureza do homem aliar-se e tentar ter vantagem do número versus a coragem de combater com um único pensamento.
Todos nascemos como o dom da escolha (somos duo) e a medida que nos aproximamos da sociedade (pluri)somos obrigados a escolher um dos lados (uni)e assim sermos assimilados pelo pluri.
Mas os pensamentos que são únicos num momento e que apresentam a sua dualidade (yin e yang) não se mantêm por muito tempo pois as escolhas são feitas (aprendemos a faze-las desde cedo), até ao dia em que aceitamos as escolhas já feitas pelo pluri que ecoa nas paredes das ruas como um uni-som.
Aprender a aceitar a dualidade de todos os pensamentos, actos e reflexos apenas está ao alcance dos sábios mestres que assim atingem o nirvana da vida.
Será que é mais correcto: realizar a escolha do lado da moeda e viver com essa escolha ou compreender que a moeda tem sempre 2 lados e não realizar essa escolha?
Já há muito que não vinha ao teu espaço, tive saudades e adorei ler este texto hoje =) You are so right... é mesmo isto, nem me atrevo a acrescentar nada. Continua, melheri xD
Beijinhos********
A nossa dualidade é espantosa e, por vezes, inacreditável... Mas está lá e todos temos de a aceitar e viver com isso. O bem e o mal, a luz e a escuridão, o dia e a noite, a vida e a morte,... todos fazem parte da dualidade que é todo o Universo...
Extraordinária é a nossa incapacidade comum de conciliar a nossa dualidade, tendendo sempre para ignorar um dos lados e reverter num estranho ser...
O indivíduo enquanto aquilo que é, é todo um confronto entre ele e sí próprio na busca da moldagem da sua personalidade. Sem isso nao somos indivíduo mas apenas um pedaço de plasticina moldada pela sociedade e não por nós próprios.
Toda esta bipartição do "eu" de certa forma encaixa naquilo a que eu chamo Lux Aeterna, a nossa energia de viver que provém do, como referiste, "lado bom"...
Bem, isto é só para comentar e não para acrescentar nada, porque não há nada a acrescentar mesmo. Esta reflexão está fantástica.
Muitos Parabens! ^^
Bjs***
Post a Comment