
Nos dias em que chove não ouso sair de casa.
O sol não brilha e com ele desvanece-se, também, o meu brilho.
Torno-me a penumbra que envolve a minha janela.
A chuva que cai lá fora, mas também cá dentro, torva-me a vista. Não há nada que consiga ver, mesmo que quisesse...
Nesses dias, deixo a minha aguarela de lado, e aguardo, encarcerada na minha tempestade privada.
O tempo não pára (quem me dera que parasse...), mas eu páro para o tempo e a minha aguarela pára para mim. Os pincéis estão gastos e carcomidos (quem me dera que não...). Imóveis e inúteis (ao menos se eu tivesse forças...). Renuncio-lhes, enquanto deixo ruirem as paredes da minha casa, a fraqueza sufocar-me, e a vida fluir-me das veias.
Temos medo de arriscar/errar e isso torna-nos fracos. Inutiliza o mais brilhante pensador, que deixa que fechem a sete-chaves as suas potencialidades. O que ele não sabe, é que ele é as sete-chaves.
O mundo exige de nós e nós exigimos do mundo, e é dificil manter o equilibrio entre estas duas necessidades (principalmente porque não depende só de nós). Quando este equilibrio fica demasiadamente desequilibrado, deixamos que a nossa luzinha interior se perca pelo caminho. Ironicamente, quanto maior a luzinha mais facilmente a perdemos. E fazêmo-lo porque não vemos que, muitas vezes, o desequilibrio não é mais que uma ilusão criada por quem nos vende irrealidade por realidade.
Por isso, pega nas chaves, liberta-te e vive (pois ninguém o fára por ti)! Da fraqueza surge a força, da guerra surge a paz, e da escuridão surge a luz. Afasta-te da penumbra da tua janela e repinta a aguarela da vida. Quando o sol se puser, verás que valeu a pena.
O sol não brilha e com ele desvanece-se, também, o meu brilho.
Torno-me a penumbra que envolve a minha janela.
A chuva que cai lá fora, mas também cá dentro, torva-me a vista. Não há nada que consiga ver, mesmo que quisesse...
Nesses dias, deixo a minha aguarela de lado, e aguardo, encarcerada na minha tempestade privada.
O tempo não pára (quem me dera que parasse...), mas eu páro para o tempo e a minha aguarela pára para mim. Os pincéis estão gastos e carcomidos (quem me dera que não...). Imóveis e inúteis (ao menos se eu tivesse forças...). Renuncio-lhes, enquanto deixo ruirem as paredes da minha casa, a fraqueza sufocar-me, e a vida fluir-me das veias.
Temos medo de arriscar/errar e isso torna-nos fracos. Inutiliza o mais brilhante pensador, que deixa que fechem a sete-chaves as suas potencialidades. O que ele não sabe, é que ele é as sete-chaves.
O mundo exige de nós e nós exigimos do mundo, e é dificil manter o equilibrio entre estas duas necessidades (principalmente porque não depende só de nós). Quando este equilibrio fica demasiadamente desequilibrado, deixamos que a nossa luzinha interior se perca pelo caminho. Ironicamente, quanto maior a luzinha mais facilmente a perdemos. E fazêmo-lo porque não vemos que, muitas vezes, o desequilibrio não é mais que uma ilusão criada por quem nos vende irrealidade por realidade.
Por isso, pega nas chaves, liberta-te e vive (pois ninguém o fára por ti)! Da fraqueza surge a força, da guerra surge a paz, e da escuridão surge a luz. Afasta-te da penumbra da tua janela e repinta a aguarela da vida. Quando o sol se puser, verás que valeu a pena.
6 comments:
"Da fraqueza surge a força, da guerra surge a paz, e da escuridão surge a luz. Afasta-te da penumbra da tua janela e repinta a aguarela da vida. Quando o sol se puser, verás que valeu a pena."
Adorei todo o texto mas especialmente este final... =D muito bonito mesmo... Valerá a pena mesmo! ^^
=) bjs***
somos nóoos!!! esse texto somos nos, maria! =O
=D
de cada vez q nos tentam apagar a luz ela só se torna mais forte, torna-se cada vez mais consciente do seu brilho, não é assim? mas acho q já aprendemos a nossa lição. o que não nos mata torna-nos mais fortes e nos encontrámos o nosso lugar. agora é que já nunca mais largamos os pinceis! ;P
beijinhos e agr, p além do pincel, dá-lhe c a caneta ^^
***** soulSISTA
Quero lembrar-me deste texto durante muito tempo. É, aliás, um texto em que muitos de nós deviamos pensar.
É um bom mote, sem dúvida:
"pega nas chaves, liberta-te e vive!"
Força Maria
Bjs
(já tinha saudades dos teus textos)
A tempestade, o sol, a guerra a paz.. a alma turva ou a luz no Homem... O olhar em frente é a evolução.
Há que abrir as asas sobre o vento galopante...
Tens de cair sem o medo de te lançar...
E valerá a pena...quando quebrares a noite em ti, e o sol despontar de novo, aquecendo a pele, num beijo terno e adolescente...
"Tenho saudades do Futuro"
Sem dúvida, grandes palavras de encorajamento=) O medo é sem dúvida algo castrador, neste texto desmontas o poder que ele tem sobre nós, reduze-lo a algo tão pequeno que nos permite ter esperança e força para o derrotar, de alguma forma pões tudo em prespectiva...até que ponto vale a pensa, deixarmo-nos ser consumidos e dominados por ele.
O risco parece que não vale a pena tal é o medo de falhar, mas quando o derrotamos pr vezes para além da sensação de triunfo, sentimo-nos ridículos por não o ter feito mais cedo... isto é uma forma de agradecer e de te dar os Parabéns or este texto que aborda um tema que nos toca a todos=) beijinho
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