
Para ti, que sabes quem és...
A caneta jaz junto ao maço de folhas abandonado, completamente em branco. O sol perde-se no horizonte, deixando que a bruma dissipe qualquer rasgo de luz.
Olho pela janela mas não há nada para ver.
Uma lágrima, uma única lágrima, escorre dentro do meu peito (mas nunca cá fora!).
Olho pela janela mas não há nada para ver.
Uma lágrima, uma única lágrima, escorre dentro do meu peito (mas nunca cá fora!).
.
Tu avisaste-me que partirias...
.
Despreocupada, fui ignorando as flores e esquecendo as dores do nosso pequeno mundo.
Vivia o sonho de um futuro que deveria ter sido o nosso!
E tu também...
Vivia o sonho de um futuro que deveria ter sido o nosso!
E tu também...
.
Mas, naquela noite, disseste-me que partirias...
.
.
Eu não acreditei e assegurei-te que nunca o farias sem mim.
Por isso, nessa noite, não senti o pânico chegar enquanto me roubavas o luar...
Por isso, nessa noite, não senti o pânico chegar enquanto me roubavas o luar...
Partiste...
.
Durante dias não acreditei e vagueei sem rumo, procurando-te por entre vales sem fim!
Eu tinha jurado que se partisses iria contigo... mas a verdade é que não fui!
.
Não me disseste que o barco era de um e que só havia um bilhete de ida. Obrigaste-me a deixar-te ir, levando contigo a parte de mim que não soube como ficar.
Agora, sou sozinha.
Para trás, ficam apenas as pétalas, secas, de um momento que não volta, nem nunca poderia, alguma vez, voltar.
Agora, sou sozinha.
Para trás, ficam apenas as pétalas, secas, de um momento que não volta, nem nunca poderia, alguma vez, voltar.