
Para ti, que sabes quem és...
A caneta jaz junto ao maço de folhas abandonado, completamente em branco. O sol perde-se no horizonte, deixando que a bruma dissipe qualquer rasgo de luz.
Olho pela janela mas não há nada para ver.
Uma lágrima, uma única lágrima, escorre dentro do meu peito (mas nunca cá fora!).
Olho pela janela mas não há nada para ver.
Uma lágrima, uma única lágrima, escorre dentro do meu peito (mas nunca cá fora!).
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Tu avisaste-me que partirias...
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Despreocupada, fui ignorando as flores e esquecendo as dores do nosso pequeno mundo.
Vivia o sonho de um futuro que deveria ter sido o nosso!
E tu também...
Vivia o sonho de um futuro que deveria ter sido o nosso!
E tu também...
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Mas, naquela noite, disseste-me que partirias...
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Eu não acreditei e assegurei-te que nunca o farias sem mim.
Por isso, nessa noite, não senti o pânico chegar enquanto me roubavas o luar...
Por isso, nessa noite, não senti o pânico chegar enquanto me roubavas o luar...
Partiste...
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Durante dias não acreditei e vagueei sem rumo, procurando-te por entre vales sem fim!
Eu tinha jurado que se partisses iria contigo... mas a verdade é que não fui!
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Não me disseste que o barco era de um e que só havia um bilhete de ida. Obrigaste-me a deixar-te ir, levando contigo a parte de mim que não soube como ficar.
Agora, sou sozinha.
Para trás, ficam apenas as pétalas, secas, de um momento que não volta, nem nunca poderia, alguma vez, voltar.
Agora, sou sozinha.
Para trás, ficam apenas as pétalas, secas, de um momento que não volta, nem nunca poderia, alguma vez, voltar.
4 comments:
s
Quando o Sol chegou
Aos subúrbios da cidade
Anunciando mais um dia
Igual aos outros
Ela acordou e pressentiu
Que hoje o seu dia ia ser
Diferente
Sentiu nos lábios o sabor
Dum sorriso
Finalmente triunfante
Escorregou da cama
E contemplou
O espelho sorridente
Acabou-se a incerteza
Dos seus passos em volta
Dum sentido que ela nunca
Encontrou
Pela primeira vez
Tinha o destino nas mãos
Desta vez ela não duvidou
Sentiu-se invadir
Por uma estranha lucidez
Que a conduzia pelas calhas
Do passado
Serenamente descobriu
Que afinal tudo tinha o seu
Sentido
Levou o olhar à janela
Lá em baixo
A rua estava abandonada
Levantou o fecho
E de repente
Alcançou a liberdade
Acabou-se a angústia
Dos seus passos em volta
Dum amor com que ela apenas
Sonhou
Pela primeira vez
Tinha o futuro nas mãos
Abriu a janela e voou ...
Não é meu...mas pareceu-me oportuno...adaptei...e aqui está...
Eu ia gozar e responder-te à altura, mas não consigo. É.
Bonito demais ;)
Diz à personagem desse texto que antes só que mal acompanhada xD
Beijão, e não pares como eu :P****
O prometido (mesmo atrasado) é devido! =P
5***** para este texto, mesmo =)
Quem me dera que o teu filhinho voltasse a escrever como escrevia antigamente, e quem me dera algum dia escrever tão bem como a minha mamã ^^
parabens! =)
kisses ****
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