Saturday, April 18, 2009

Sou sozinha


Para ti, que sabes quem és...


A caneta jaz junto ao maço de folhas abandonado, completamente em branco. O sol perde-se no horizonte, deixando que a bruma dissipe qualquer rasgo de luz.
Olho pela janela mas não há nada para ver.
Uma lágrima, uma única lágrima, escorre dentro do meu peito (mas nunca cá fora!).
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Tu avisaste-me que partirias...
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Despreocupada, fui ignorando as flores e esquecendo as dores do nosso pequeno mundo.
Vivia o sonho de um futuro que deveria ter sido o nosso!
E tu também...
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Mas, naquela noite, disseste-me que partirias...
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Eu não acreditei e assegurei-te que nunca o farias sem mim.
Por isso, nessa noite, não senti o pânico chegar enquanto me roubavas o luar...

Partiste...
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Durante dias não acreditei e vagueei sem rumo, procurando-te por entre vales sem fim!
Eu tinha jurado que se partisses iria contigo... mas a verdade é que não fui!
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Não me disseste que o barco era de um e que só havia um bilhete de ida. Obrigaste-me a deixar-te ir, levando contigo a parte de mim que não soube como ficar.
Agora, sou sozinha.
Para trás, ficam apenas as pétalas, secas, de um momento que não volta, nem nunca poderia, alguma vez, voltar.